São Paulo bate o Bolívar e avança na Sul-Americana: fim de jejum ou início de reação?
Depois de seis jogos sem vencer, o time de Dorival Júnior derrotou o Bolívar por 3 a 1 e garantiu vaga nas quartas de final contra o Boca Juniors. Mas o resultado isolado já é suficiente para falar em virada de temporada?
Diego Martins
Repórter de Esportes
Ilustração de um estádio de futebol iluminado durante uma partida noturna
O São Paulo derrotou o Bolívar por 3 a 1 no Morumbis, em 18 de agosto de 2026, e confirmou a classificação às quartas de final da Copa Sul-Americana, com 4 a 2 no placar agregado após o empate por 1 a 1 na ida. Os gols da vitória foram marcados por Calleri, Luciano e Sabino, e o próximo adversário na competição será o Boca Juniors.
O resultado tem um peso maior do que o de uma simples classificação. O time comandado por Dorival Júnior — que assumiu o comando técnico após a saída de Luis Zubeldía ainda na primeira metade da temporada — entrava em campo pressionado por um jejum de seis jogos sem vitórias. No recorte mais amplo das últimas dez partidas antes do confronto, o retrospecto era preocupante: apenas uma vitória, quatro empates e cinco derrotas.
É nesse contexto que a vitória sobre o Bolívar ganha relevância imediata: encerra a sequência negativa, mantém viva a possibilidade de título internacional na temporada e devolve alguma confiança a um elenco que vinha sendo criticado pela torcida e pela imprensa esportiva.
Ainda assim, uma vitória isolada contra uma equipe de uma liga com orçamentos consideravelmente menores que o brasileiro não apaga dez rodadas de inconsistência. O verdadeiro teste para saber se o São Paulo realmente encontrou o caminho está pela frente: o confronto direto contra o Boca Juniors, um adversário de nível muito superior ao do Bolívar, nas quartas de final da Sul-Americana.
Nas próximas semanas, tanto os jogos do Brasileirão quanto o duelo continental contra os argentinos vão mostrar se o time de Dorival Júnior de fato iniciou uma reação ou se o resultado contra o Bolívar foi apenas um resultado pontual em uma temporada ainda irregular.
Diego Martins
Repórter de Esportes
Cobre esportes olímpicos, futebol de base e preparação física de atletas.
Leia também
Preparação física: como evitar lesões ao longo da temporada
Atletas amadores e profissionais compartilham o mesmo desafio: equilibrar carga de treino e recuperação para reduzir riscos.
Maratonas: guia de treino para quem vai correr a primeira prova de longa distância
Completar 42 quilômetros exige planejamento que vai muito além de simplesmente aumentar a quilometragem semanal.
Futebol de base: como funciona a formação de novos talentos no país
Categorias de base seguem sendo o principal celeiro de jogadores, mas o modelo de formação vem passando por mudanças.
Ciclismo urbano: equipamentos essenciais para pedalar no dia a dia com segurança
Usar a bicicleta como meio de transporte exige alguns cuidados além do pedal em si.